quarta-feira, 18 de setembro de 2019

São Gonçalo do Bação, em Itabirito, MG, esmagado pela VALE e Estado. Víd...



São Gonçalo do Bação, em Itabirito, MG, esmagado pela VALE e Estado. Vídeo 3 - 09/9/2019.

A mineradora VALE está fazendo mais uma grande obra de devastação ambiental no município de Itabirito, MG, no distrito de São Gonçalo do Bação. A VALE alega que é para conter parte da lama tóxica das barragens de Forquilha I, II e III, da Mina da Fábrica, em Ouro Preto, caso essas barragens rompam. Isso para evitar o soterramento da maior parte da cidade de Itabirito. Entretanto há vários indícios que levam a crer que a VALE está expandindo a mineração na região. Tanto é que contra a vontade do povo de São Gonçalo do Bação, a VALE está construindo mais um Terminal Ferroviário de carregamento de minério e construindo também duas estradas duplicadas, uma que liga São Gonçalo do Bação a Engenheiro Correa e outra que conecta com a BR 040. A devastação ambiental está sendo imensa! Um verdadeiro crime socioambiental. Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI, visitou a obra e a região. Na ocasião gravou entrevista, em vídeo, com Patrícia Estrela de Oliveira Vasconcelos, Promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Veja aqui o vídeo 3 da reportagem em vídeo.

A mineradora VALE devastando também São Gonçalo do Bação, em Itabirito, MG, dia 09/9/2019. Foto: A. Baeta.
Filmagem e edição amadora de frei Gilvander Moreira, São Gonçalo do Bação, Itabirito, MG, 09 de setembro de 2019.
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#ValenoBaçãonão! 

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Mãe Terra sendo sangrada pela VALE em São Gonçalo do Bação, em Itabirit...




Mãe Terra sendo sangrada pela VALE em São Gonçalo do Bação, em Itabirito, MG. Vídeo 2 - 09/9/2019.
A mineradora VALE está fazendo mais uma grande obra de devastação ambiental no município de Itabirito, MG, no distrito de São Gonçalo do Bação. A VALE alega que é para conter parte da lama tóxica das barragens de Forquilha I, II e III, da Mina da Fábrica, em Ouro Preto, caso essas barragens rompam. Isso para evitar o soterramento da maior parte da cidade de Itabirito. Entretanto há vários indícios que levam a crer que a VALE está expandindo a mineração na região. Tanto é que contra a vontade do povo de São Gonçalo do Bação, a VALE está construindo mais um Terminal Ferroviário de carregamento de minério e construindo também duas estradas duplicadas, uma que liga São Gonçalo do Bação a Engenheiro Correa e outra que conecta com a BR 040. A devastação ambiental está sendo imensa! Um verdadeiro crime socioambiental. Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI, visitou a obra e a região. Na ocasião gravou entrevista, em vídeo, com Patrícia Estrela de Oliveira Vasconcelos, Promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Veja aqui o vídeo 2 da reportagem em vídeo.

Grande devastação ambiental que a mineradora Vale, com anuência do Estado, está causando em São Gonçalo do Bação, Itabirito, MG, dia 09/9/2019. Foto: A. Baeta.

Filmagem e edição amadora de frei Gilvander Moreira, São Gonçalo do Bação, Itabirito, MG, 09 de setembro de 2019.
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É preciso resistir para existir: 1ª Carta de João.


É preciso resistir para existir: 1ª Carta de João.
Por Gilvander Moreira[1]

Foto: Divulgação / https://vertigemexistencial.wordpress.com/2012/10/17/guarani-kaiowa-resistencia-indigena/

Estamos em setembro, mês da Bíblia. Em 2019, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e as Pastorais Sociais - Igreja que faz Opção pelos Pobres - nos convidam para refletirmos a partir da 1ª Carta de João, no Segundo Testamento Bíblico. Vamos focalizar aqui alguns dos muitos raios de luz da 1ª Carta de João. Por exemplo, a 1ª Carta de João afirma de forma altaneira: “Quem ama o irmão e a irmã não morre” (1 Jo 3,14-15), passa pela morte, mas ressuscita e vive para sempre. Ao contrário, quem não ama o próximo e não pratica a justiça já está morto. Aqui percebemos que era presente nas Comunidades do Discípulo Amado a fina flor da teologia política refletida no livro da Sabedoria, o último livro do Primeiro Testamento bíblico a ser escrito, por volta dos anos 50 a 30 antes da era cristã. O sábio autor do Livro da Sabedoria enfatiza um tipo de fé revolucionária que carrega a seguinte convicção: os justos viverão para sempre e os injustos serão aniquilados. “As pessoas injustas se tornarão para sempre cadáveres desonrados e objetos de zombaria entre os mortos [...] e a memória delas desaparecerá” (Sb 4,19). Ao contrário, as pessoas justas, mesmo que tenham vida curta, “quando morrem, condenam os injustos que continuam a viver” (Sb 4,16). Assim acontece com todos/as os/as oprimidos/as e injustiçados/as da história: fazem história e permanecem na história os que são justos e militam na defesa da justiça, no sentido da construção do bem comum para todos/as sem nenhuma discriminação ou privilégio. “Os justos vivem para sempre” (Sb 5,15), assevera o sábio autor da Sabedoria, ao fazer teologia política.
Amar implica doar a vida pelos outros” (1 Jo 3,16), enfatiza a 1ª Carta de João. “Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão...”, cantam as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), inspiradas nesta Carta de João. Quem é egocêntrico, não se faz solidário a quem está passando necessidade e não luta por justiça profunda não está amando a Deus. Impossível amar a Deus se não se ama o próximo. Dizer que ama, mas só com palavras e com a língua, é conversa fiada. “Ame com obras e de verdade” (1 Jo 3,18), recomenda o autor da 1ª Carta de João.
Segundo a 1ª Carta de João para praticar o amor é preciso saber discernir entre o justo e o injusto (1 Jo 4,1-6). A parte de 1 Jo 2,29-4,6 termina exortando as Comunidades do Discípulo Amado a saber discernir e não cair nas armadilhas dos opressores e nem nas ciladas dos falsos profetas. Um critério básico é sugerido pelo autor da 1ª Carta de João: fala de Deus verdadeiramente quem aceita Jesus Cristo encarnado (1 Jo 4,2) e histórico. Não é mensageiro autêntico de Jesus Cristo quem nega e não aceita o Jesus histórico, que viveu consolando os aflitos e incomodando os opressores e, por isso, foi condenado à pena de morte pelos podres poderes da política, da economia e da religião. Quem volatiliza Jesus Cristo desencarnando-o e espiritualizando sua práxis e seu ensinamento é falso profeta, falso pastor, falso sacerdote, não é verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, é anticristo (1 Jo 2,18), é opositor e mentiroso (1 Jo 4,3.6). O espírito da verdade gera vida e o espírito do erro gera morte. Mais uma vez, a 1ª Carta de João demonstra sintonia com o quarto Evangelho ao afirmar que a verdade liberta (Jo 8,32) e a mentira mata.
Eis um critério para discernir entre o que é verdade ou erro/mentira: Todo tipo de religião, pensamento, sistema político e econômico, ou proposta, que não esteja em sintonia com a prática e o ensinamento de Jesus não vem de Deus. Logo, se não gerar vida e respeito para todos/as não está em conformidade com o Evangelho de Jesus Cristo.
Para dizer em uma linguagem da atualidade latinoamericana, praticar a justiça querida e defendida pelas Comunidades do Discípulo Amado implica ser justo e ser ativista na construção da sociedade do Bem Viver e Conviver. Mas o que é Bem Viver e Conviver? Segundo Alberto Acosta: “O conceito de Bem Viver parte do princípio de que  o fundamento para a vida sustentável e equilibrada como meio necessário para garantir dignidade  e sobrevivência à espécie humana e do planeta são as relações de produção autônomas, renováveis e autossuficientes. O Bem viver também se expressa na articulação política da vida, no fortalecimento de relações comunitárias e solidárias, assembleias circulares, espaços comuns de sociabilização, parques, jardins e hortas urbanas, cooperativas de produção e consumo consciente, comércio justo, trabalho colaborativo e nas diversas formas do viver coletivo, com diversidade e respeito ao próximo” (ACOSTA, 2016, p. 15-16). Importante ressaltar que “respeito ao próximo”, atualmente, não inclui apenas as pessoas, mas também todos os seres vivos da biodiversidade. Nós, seres humanos, somos os animais que mais dependem dos outros seres vivos. Sem justiça ambiental não pode haver justiça de nenhum tipo: nem social, nem agrária, nem urbana e nem religiosa.
A justiça querida pelo Deus das Comunidades do Discípulo Amado não cai pronta do céu, nem se constrói de cima pra baixo e nem de fora pra dentro, mas se constrói quando os explorados se reconhecem como explorados e, irmanados, em comunhão, lutam coletivamente para construir caminhos de libertação, conforme nos diz tão bem Thiago de Mello: “As colunas da injustiça sei que só vão desabar quando o meu povo, sabendo que existe, souber achar dentro da vida o caminho que leva à libertação”.
A justiça querida pela 1ª Carta de João passa pela superação da ‘injustiça agrária’, que é uma avalanche colossal de conflitos e violências agrárias que se abatem sobre o campesinato brasileiro, imposta pelo sistema do capital e pelo agronegócio, que usa e abusa da propriedade capitalista da terra, reproduzindo de forma crescente a concentração fundiária no país e a consequente expropriação da terra dos camponeses e camponesas; indígenas e quilombolas; seguindo-se a expulsão deles e delas para as periferias das cidades e, às vezes, o seu aniquilamento.
A ideia do ‘Deus justo’ deve nos comprometer com a emancipação humana, o que passa pela construção de uma sociabilidade que supere as relações sociais do capital, em que todos os seres humanos e os seres vivos da biodiversidade sejam respeitados e ninguém seja explorado e injustiçado. É impossível ser autêntico/a seguidor/a de Jesus Cristo e ser cúmplice do capitalismo, que é uma máquina satânica e diabólica de moer vidas. O mundo capitalista odeia as pessoas verdadeiramente cristãs e as persegue.
Para as pessoas exploradas conquistarem a justiça querida pelo Deus que é justiça, é preciso resistir para existir. Importa deixar claro que resistir não é violência, é legítima defesa. Diante de qualquer tirania e de um Estado violentador, vassalo do sistema capitalista, que sempre tritura vidas e pratica injustiças, é dever das pessoas resistir diante das opressões perpetradas contra os empobrecidos, os preferidos de Jesus e do Deus da Vida. Em uma sociedade desigual, com tanta violência institucional e empresarial, com tanta alienação religiosa, fazer desobediência civil, econômica, política e religiosa é um caminho a ser seguido por nós, discípulos e discípulas de Jesus, o rebelde de Nazaré. Enfim, essa é uma leitura que fazemos hoje da 1ª Carta de João: mensagem libertadora diante de tantos espiritualismos e desencarnações da fé cristã, atualmente.

Referências Bibliográficas
ACOSTA, Alberto. O Bem Viver. - Uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Ed. Elefante, 2016.
CLAUCK, H. Opositores de dentro. - Tratamento dos separatistas na primeira epístola de João. In: Concilium, n° 6, p. 758-767. Petrópolis: Vozes, 1988.

Belo Horizonte, MG, 17/9/2019.

Obs.: Quem quiser adquirir o Livrinho Texto-base do mês da Bíblia, do CEBI-MG, de 2019 – A Comunhão entre Deus e Nós e como subtítulo Uma leitura da Primeira Carta de João feita pelo CEBI-MG – entrar em contato com CEBI-MG: Secretaria Estadual CEBI-MG
Rua da Bahia, 1148 – Edifício Maleta, Sala 1215 – Centro – Belo Horizonte/MG
CEP: 60.160-011 – Telefone: (31) 3222 1805 – E-mail: 
secretariado@cebimg.org.br 




[1] Frei e padre da Ordem dos carmelitas; doutor em Educação pela FAE/UFMG; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Ciências Bíblicas; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupações Urbanas; prof. de “Movimentos Sociais Populares e Direitos Humanos” no IDH, em Belo Horizonte, MG.  E-mail: gilvanderlm@gmail.com– www.gilvander.org.br  - www.freigilvander.blogspot.com.br      –      www.twitter.com/gilvanderluis        –     Facebook: Gilvander Moreira III


domingo, 15 de setembro de 2019

VALE sacrifica São Gonçalo do Bação, em Itabirito, MG Injustiça socioamb...



VALE sacrifica São Gonçalo do Bação, em Itabirito, MG Injustiça socioambiental! Vídeo 1 - 09/9/2019.

A mineradora VALE está fazendo mais uma grande obra de devastação ambiental no município de Itabirito, MG, no distrito de São Gonçalo do Bação. A A VALE alega que é para conter parte da lama tóxica das barragens de Forquilha I, II e III, da Mina da Fábrica, em Ouro Preto, caso essas barragens rompam. Isso para evitar o soterramento da maior parte da cidade de Itabirito. Entretanto há vários indícios que levam a crer que a VALE está expandindo a mineração na região. Tanto é que contra a vontade do povo de São Gonçalo do Bação, a VALE está construindo mais um Terminal Ferroviário de carregamento de minério e construindo também duas estradas duplicadas, uma que liga São Gonçalo do Bação a Engenheiro Correa e outra que conecta com a BR 040. A devastação ambiental está sendo imensa! Um verdadeiro crime socioambiental. Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI, visitou a obra e a região. Na ocasião gravou entrevista, em vídeo, com Patrícia Estrela de Oliveira Vasconcelos, Promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais. Veja aqui o vídeo 1 da reportagem em vídeo. Filmagem e edição amadora de frei Gilvander Moreira, São Gonçalo do Bação, Itabirito, MG, 09 de setembro de 2019.


Patrícia Estrela de Oliveira Vasconcelos, Promotora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, denunciando devastação ambiental na região de São Gonçalo do Bação, no município de Itabirito, MG, dia 09/9/2019. Foto: frei Gilvander

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Ambiente de vida, paz e alegria/II Festival Pedra Branca de Violas e Son...



Ambiente de vida, paz e alegria no II Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, MG. Vídeo 3 - 07/9/2019.

A segunda edição do Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos aconteceu sábado, dia 07 de setembro de 2019, na Capela de Santa Bárbara, na zona rural de Caldas, no sul de Minas Gerais, e no domingo, com oficinas variadas no Sítio Rosa dos Ventos.
Uma maravilha de beleza! Das 10 horas às 23 horas se revezaram no palco dezenas de violeiros e violeiras, entre os/as quais: Orquestra Jovem de Violões da Casa de Cultura de Caldas, João Carlos e Carlos Leite, Fernando Guimarães e André Luís, André Lucas e Gabriel, Nádia Campos e Guilherme Melo, Felipe Bedetti, Alex Freitas e Léo Fonseca, João Arruda e Tião Mineiro, Katya Teixeira, Marina Ebbencke e Gabriel Souza, Consuelo de Paula, Levi Ramiro, David Tygel (Boca Livre) e Flávia Ventura.
Ao longo do dia de sábado, entre turistas e moradores, passaram pelo evento cerca de 600 pessoas. O festival teve início às 10 da manhã com a participação especial da nossa Folia de Reis Estrela do Oriente e da Orquestra Jovem de Violões da Casa da Cultura de Caldas. Ao meio do dia foi servido um saboroso e nutritivo almoço comunitário preparado de forma amorosa por voluntários e voluntárias, a partir de doações de empresas e de produtores da agricultura familiar locais.
Os tradicionais fornos de barro caldenses ficaram acesos durante todo o dia perfumando o ambiente com os aromas da comida popular mineira oferecida pelas barracas de expositores locais. As barracas também foram espaço de divulgação e apreciação do consagrado artesanato caldense. Para as crianças não faltou diversão: teve muito contato com a natureza, contação de histórias e olhar curioso e admirado para o céu estrelado da Serra da Pedra Branca através de um telescópio gentilmente cedido pelo professor Cassius Melo, da UNIFAL. A última atração musical, David Tygel, integrante do grupo Boca Livre, encerrou um dia de intensa alegria e comemoração.
Para fechar com chave de ouro, no domingo o povo se divertiu aprendendo sobre a viola nos ritmos caipiras com Levi Ramiro, sobre o poder das plantas medicinais com os indígenas Kiriri e ainda conhecendo os jardins sustentáveis, com Michelle Veloso.
O sucesso da segunda edição do Festival reforçou nossos princípios e fortaleceu nossas convicções: é possível construir coisas lindas em comunidade. A organização do festejo foi gestada sem nenhuma finalidade lucrativa e entre os/as voluntários/as predominava um sentimento exclusivo: tecer um evento que fosse capaz de adiar o fim do mundo.
Como ressaltou o músico João Arruda em uma de suas falas, “nós adiamos o fim do mundo quando rezamos, cantamos e nos alegramos”. Sendo assim, missão cumprida! Foi um final de semana de declaração de amor pela Mãe Terra, de celebração da vida e do afeto em todas as suas manifestações, de comunhão e de revigoramento da fé e da esperança de que outro mundo é possível.
A Aliança em prol da APA da Pedra Branca agradece profundamente a todos e todas que contribuíram para que o Festival se tornasse realidade mais uma vez. Inspirados pela poesia de Consuelo de Paula, seguimos juntos e juntas, sonhando, dançando poemas, atirando com canhões feitos de flores e buscando “desenhar o coração, a montanha e a nação”.

Roda de violeiros e violeiras - oficina - no II Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, em Caldas, MG, dia 08/9/2019. Foto: A. Baeta.

Filmagem e edição amadora de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Pedra Branca, zona rural de Caldas, MG, 07 de setembro de 2019.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Nádia Campos e Fernando Guimarães - II Festival Pedra Branca de Violas e...



Nádia Campos e Fernando Guimarães - II Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, Caldas/MG. Vídeo 2 - 07/9/2019.

A segunda edição do Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos aconteceu sábado, dia 07 de setembro de 2019, na Capela de Santa Bárbara, na zona rural de Caldas, no sul de Minas Gerais, e no domingo, com oficinas variadas no Sítio Rosa dos Ventos.
Uma maravilha de beleza! Das 10 horas às 23 horas se revezaram no palco dezenas de violeiros e violeiras, entre os/as quais: Orquestra Jovem de Violões da Casa de Cultura de Caldas, João Carlos e Carlos Leite, Fernando Guimarães e André Luís, André Lucas e Gabriel, Nádia Campos e Guilherme Melo, Felipe Bedetti, Alex Freitas e Léo Fonseca, João Arruda e Tião Mineiro, Katya Teixeira, Marina Ebbencke e Gabriel Souza, Consuelo de Paula, Levi Ramiro, David Tygel (Boca Livre) e Flávia Ventura.
Ao longo do dia de sábado, entre turistas e moradores, passaram pelo evento cerca de 600 pessoas. O festival teve início às 10 da manhã com a participação especial da nossa Folia de Reis Estrela do Oriente e da Orquestra Jovem de Violões da Casa da Cultura de Caldas. Ao meio do dia foi servido um saboroso e nutritivo almoço comunitário preparado de forma amorosa por voluntários e voluntárias, a partir de doações de empresas e de produtores da agricultura familiar locais.
Os tradicionais fornos de barro caldenses ficaram acesos durante todo o dia perfumando o ambiente com os aromas da comida popular mineira oferecida pelas barracas de expositores locais. As barracas também foram espaço de divulgação e apreciação do consagrado artesanato caldense. Para as crianças não faltou diversão: teve muito contato com a natureza, contação de histórias e olhar curioso e admirado para o céu estrelado da Serra da Pedra Branca através de um telescópio gentilmente cedido pelo professor Cassius Melo, da UNIFAL. A última atração musical, David Tygel, integrante do grupo Boca Livre, encerrou um dia de intensa alegria e comemoração.
Para fechar com chave de ouro, no domingo o povo se divertiu aprendendo sobre a viola nos ritmos caipiras com Levi Ramiro, sobre o poder das plantas medicinais com os indígenas Kiriri e ainda conhecendo os jardins sustentáveis, com Michelle Veloso.
O sucesso da segunda edição do Festival reforçou nossos princípios e fortaleceu nossas convicções: é possível construir coisas lindas em comunidade. A organização do festejo foi gestada sem nenhuma finalidade lucrativa e entre os/as voluntários/as predominava um sentimento exclusivo: tecer um evento que fosse capaz de adiar o fim do mundo.
Como ressaltou o músico João Arruda em uma de suas falas, “nós adiamos o fim do mundo quando rezamos, cantamos e nos alegramos”. Sendo assim, missão cumprida! Foi um final de semana de declaração de amor pela Mãe Terra, de celebração da vida e do afeto em todas as suas manifestações, de comunhão e de revigoramento da fé e da esperança de que outro mundo é possível.
A Aliança em prol da APA da Pedra Branca agradece profundamente a todos e todas que contribuíram para que o Festival se tornasse realidade mais uma vez. Inspirados pela poesia de Consuelo de Paula, seguimos juntos e juntas, sonhando, dançando poemas, atirando com canhões feitos de flores e buscando “desenhar o coração, a montanha e a nação”.

Região da Pedra Branca, no município de Caldas, no sul de MG: um santuário ecológico irradiando vida e clamando para ser preservado. Foto: A. Baeta
Filmagem e edição amadora de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Pedra Branca, zona rural de Caldas, MG, 07 de setembro de 2019.
*Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.


quinta-feira, 12 de setembro de 2019

II Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, na Capela Santa Bárbara, Ca...



II Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos, na Capela Santa Bárbara, em Caldas, MG. Vídeo 1 - 07/9/2019.

A segunda edição do Festival Pedra Branca de Violas e Sonhos aconteceu sábado, dia 07 de setembro de 2019, na Capela de Santa Bárbara, na zona rural de Caldas, no sul de Minas Gerais, e no domingo, com oficinas variadas no Sítio Rosa dos Ventos.
Uma maravilha de beleza! Das 10 horas às 23 horas se revezaram no palco dezenas de violeiros e violeiras, entre os/as quais: Orquestra Jovem de Violões da Casa de Cultura de Caldas, João Carlos e Carlos Leite, Fernando Guimarães e André Luís, André Lucas e Gabriel, Nádia Campos e Guilherme Melo, Felipe Bedetti, Alex Freitas e Léo Fonseca, João Arruda e Tião Mineiro, Katya Teixeira, Marina Ebbencke e Gabriel Souza, Consuelo de Paula, Levi Ramiro, David Tygel (Boca Livre) e Flávia Ventura.
Ao longo do dia de sábado, entre turistas e moradores, passaram pelo evento cerca de 600 pessoas. O festival teve início às 10 da manhã com a participação especial da nossa Folia de Reis Estrela do Oriente e da Orquestra Jovem de Violões da Casa da Cultura de Caldas. Ao meio do dia foi servido um saboroso e nutritivo almoço comunitário preparado de forma amorosa por voluntários e voluntárias, a partir de doações de empresas e de produtores da agricultura familiar locais.
Os tradicionais fornos de barro caldenses ficaram acesos durante todo o dia perfumando o ambiente com os aromas da comida popular mineira oferecida pelas barracas de expositores locais. As barracas também foram espaço de divulgação e apreciação do consagrado artesanato caldense. Para as crianças não faltou diversão: teve muito contato com a natureza, contação de histórias e olhar curioso e admirado para o céu estrelado da Serra da Pedra Branca através de um telescópio gentilmente cedido pelo professor Cassius Melo, da UNIFAL. A última atração musical, David Tygel, integrante do grupo Boca Livre, encerrou um dia de intensa alegria e comemoração.
Para fechar com chave de ouro, no domingo o povo se divertiu aprendendo sobre a viola nos ritmos caipiras com Levi Ramiro, sobre o poder das plantas medicinais com os indígenas Kiriri e ainda conhecendo os jardins sustentáveis, com Michelle Veloso.
O sucesso da segunda edição do Festival reforçou nossos princípios e fortaleceu nossas convicções: é possível construir coisas lindas em comunidade. A organização do festejo foi gestada sem nenhuma finalidade lucrativa e entre os/as voluntários/as predominava um sentimento exclusivo: tecer um evento que fosse capaz de adiar o fim do mundo.
Como ressaltou o músico João Arruda em uma de suas falas, “nós adiamos o fim do mundo quando rezamos, cantamos e nos alegramos”. Sendo assim, missão cumprida! Foi um final de semana de declaração de amor pela Mãe Terra, de celebração da vida e do afeto em todas as suas manifestações, de comunhão e de revigoramento da fé e da esperança de que outro mundo é possível.
A Aliança em prol da APA da Pedra Branca agradece profundamente a todos e todas que contribuíram para que o Festival se tornasse realidade mais uma vez. Inspirados pela poesia de Consuelo de Paula, seguimos juntos e juntas, sonhando, dançando poemas, atirando com canhões feitos de flores e buscando “desenhar o coração, a montanha e a nação”.

Foto: A. Baeta


Filmagem e edição amadora de frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Pedra Branca, zona rural de Caldas, MG, 07 de setembro de 2019.
*Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.