segunda-feira, 15 de julho de 2019

Grandes interesses do capital em despejar o Quilombo Souza, no Santa Ter...





Grandes interesses econômicos em despejar o Quilombo Souza, no Santa Tereza em BH? Vídeo 2. 11/7/2019.

Dezesseis famílias, com cerca de quarenta pessoas que moram na Rua Teixeira Soares, na chamada Vila Teixeira, no Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, MG, podem ser despejadas no dia 25 de julho, atendendo a decisão inconstitucional e injusta do Tribunal de Justiça de Minas Gerais |(TJMG). A sentença judicial de desocupação está fundamentada em um processo que, na opinião de operadores do direito e outros presentes à Comissão de Direitos Humanos nessa quinta-feira,11/7/2019, está contaminado por diversas irregularidades. A situação desses moradores foi discutida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Audiência Pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos, a pedido da deputada estadual Andreia de Jesus (PSOL). Vários integrantes das famílias, além de representantes de órgãos que lidam com a questão, participaram dessa audiência. Os moradores da Vila Teixeira se autodeclaram Quilombo Souza no último dia 30, o que, pode impedir a reintegração de posse, conforme o Procurador da República Dr. Hélder Magno da Silva. A proteção do Quilombo, bem como seus direitos, são garantidos pela Constituição da República e na Convenção 169 da OIT da ONU. A lei considera que remanescentes das comunidades de quilombos são grupos étnicos-raciais com trajetória histórica própria e relações territoriais específicas. O justo, humano, ético e legal é a Comunidade Quilombola Souza, da Vila Teixeira, ser, por legítimo direito, reconhecida como tal e ter garantido seu direito ao território, cujos ancestrais ali chegaram no início do século passado, inclusive sendo os quilombolas os responsáveis executores de muitas melhorias ali realizadas, como o asfalto, por exemplo. Nesse vídeo 2, frei Gilvander Moreira, da CPT, continua a entrevista com Gláucia, Gislene e Marcos, quilombolas do Quilombo Souza, na Vila Teixeira, no Bairro Santa Teresa, em Belo Horizonte. Inadmissível despejar 16 famílias tão humanas que vivem há mais de 70 anos na área, com documentos dos terrenos, inclusive. A decisão judicial precisa ser revista com urgência, pois é inconstitucional e injusta e está adoecendo as pessoas com a tensão de iminente despejo.

Filmagem e edição de Frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Belo Horizonte, MG, 11/7/2019.
*Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.

Quilombo Souza na Vila Teixeira no Santa Tereza em Belo Horizonte, MG: d...




Quilombo Souza na Vila Teixeira no Santa Tereza em Belo Horizonte, MG: despejo iminente? Vídeo 1. 11/7/2019.
Dezesseis famílias, com cerca de quarenta pessoas que moram na Rua Teixeira Soares, na chamada Vila Teixeira, no Bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, MG, podem ser despejadas no dia 25 de julho, atendendo a decisão inconstitucional e injusta do Tribunal de Justiça de Minas Gerais |(TJMG). A sentença judicial de desocupação está fundamentada em um processo que, na opinião de operadores do direito e outros presentes à Comissão de Direitos Humanos nessa quinta-feira,11/7/2019, está contaminado por diversas irregularidades. A situação desses moradores foi discutida na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Audiência Pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos, a pedido da deputada estadual Andreia de Jesus (PSOL). Vários integrantes das famílias, além de representantes de órgãos que lidam com a questão, participaram dessa audiência. Os moradores da Vila Teixeira se autodeclaram Quilombo Souza no último dia 30, o que, pode impedir a reintegração de posse, conforme o Procurador da República Dr. Hélder Magno da Silva. A proteção do Quilombo, bem como seus direitos, são garantidos pela Constituição da República e na Convenção 169 da OIT da ONU. A lei considera que remanescentes das comunidades de quilombos são grupos étnicos-raciais com trajetória histórica própria e relações territoriais específicas. O justo, humano, ético e legal é a Comunidade Quilombola Souza, da Vila Teixeira, ser, por legítimo direito, reconhecida como tal e ter garantido seu direito ao território, cujos ancestrais ali chegaram no início do século passado, inclusive sendo os quilombolas os responsáveis executores de muitas melhorias ali realizadas, como o asfalto, por exemplo. Nesse vídeo 1, frei Gilvander Moreira, da CPT, entrevista o Sr. Antônio, irmão da dona Lourdes (das outras 3 famílias ameaçadas de despejo) e Gláucia, quilombola do Quilombo Souza, na Vila Teixeira, no Bairro Santa Teresa, em Belo Horizonte. Inadmissível despejar 16 famílias tão humanas que vivem há mais de 70 anos na área, com documentos dos terrenos, inclusive. A decisão judicial precisa ser revista com urgência, pois é inconstitucional e injusta e está adoecendo as pessoas com a tensão de iminente despejo.

Foto: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO

Filmagem e edição de Frei Gilvander Moreira, da CPT, das CEBs e do CEBI. Belo Horizonte, MG, 11/7/2019.
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sexta-feira, 12 de julho de 2019

MST conquista mais uma vitória no TJMG na luta pela terra em Campo do Me...




MST conquista mais uma vitória no TJMG rumo à conquista definitiva do latifúndio da ex-usina Ariadnópolis, em Campo do Meio, sul de MG, dia 11/7/2019 – Vídeo 1.

*Filmagem e edição de frei Gilvander Moreira, da CPT-MG, das CEBs e do CEBI.


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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Em Miravânia, norte de MG, a injustiça e a crueldade de um despejo. Víde...




Em Miravânia, norte de MG, a injustiça e a crueldade de um despejo. Vídeo 2 - 09/7/2019.
Nessa terça-feira, 9 de julho de 2019, às 8h, na Ocupação-Comunidade Olaria Barra do Mirador, com 52 famílias – comunidade francamente consolidada – ocupando a Fazenda Japoré, no município de Miravânia, extremo norte de Minas Gerais, o Comando Geral da Polícia Militar de MG, com cerca de 100 policiais e 20 viaturas, iniciou uma operação de guerra e truculência, despejando as famílias acampadas há 19 anos. Nessa operação injusta e covarde, também fecharam as estradas que dão acesso à Comunidade. Lideranças da comunidade e famílias foram impedidas de aproximarem-se das suas casas que foram derrubadas por tratores a pedido de fazendeiro que se diz proprietário, e com decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Não houve reunião da Mesa de Negociação do Governo de Minas com as Ocupações urbanas e rurais para tratar do conflito gravíssimo que envolve dezenas de famílias da Ocupação em Miravânia. O clima na região está muito tenso. O povo está apavorado. Além das casas, foram destruídas lavouras, pomares, hortas - fontes de sobrevivência das famílias. Injustiça que clama aos céus! O justo e ético é que seja reativada com urgência a Mesa de Negociação do Governo de Minas Gerais com as Ocupações para que as famílias sejam ouvidas e se chegue a um acordo justo, que respeite o princípio da dignidade humana e a história dessas famílias ao longo dos 19 anos de legítima ocupação.

O latifúndio + TJMG + governo de MG + PM/MG + prefeito de Miravânia, ao despejarem injustamente as famílias Sem Terra da ocupação Olaria na Barra do Mirador, no município de Miravânia, norte de Minas Gerais, dia 09/7/2019, transformaram em monturo o sonho de 19 anos de luta pela terra - um direito sagrado e fundamental - com muito suor e esforço, de dezenas de famílias que ocupavam uma latifúndio abandonado de 3.600 hectares que não cumpria sua função social. Toda reintegração de posse é uma desintegração de sonho. Foto: Zilá de Matos, da CPT/MG.

*Filmagem e fotos de Zilá de Matos, da CPT-MG. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Apoio e divulgação: frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI.
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Despejo de Ocupação em Miravânia, norte de MG: imensa injustiça agrária e social e crime do Estado - Vídeo 1 - 09/7/2019.


Despejo de Ocupação em Miravânia, norte de MG: imensa injustiça agrária e social e crime do Estado - Vídeo 1 - 09/7/2019.


Nessa terça-feira, 9 de julho de 2019, às 8h, na Ocupação-Comunidade Olaria Barra do Mirador, com 52 famílias – comunidade francamente consolidada – ocupando a Fazenda Japoré, no município de Miravânia, extremo norte de Minas Gerais, o Comando Geral da Polícia Militar de MG, com cerca de 100 policiais e 20 viaturas, iniciou uma operação de guerra e truculência, despejando as famílias acampadas há 19 anos. Nessa operação injusta e covarde, também fecharam as estradas que dão acesso à Comunidade. Lideranças da comunidade e famílias foram impedidas de aproximarem-se das suas casas que foram derrubadas por tratores a pedido de fazendeiro que se diz proprietário, e com decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Não houve reunião da Mesa de Negociação do Governo de Minas com as Ocupações urbanas e rurais para tratar do conflito gravíssimo que envolve dezenas de famílias da Ocupação em Miravânia. O clima na região está muito tenso. O povo está apavorado. Além das casas, foram destruídas lavouras, pomares, hortas - fontes de sobrevivência das famílias. Injustiça que clama aos céus! O justo e ético é que seja reativada com urgência a Mesa de Negociação do Governo de Minas Gerais com as Ocupações para que as famílias sejam ouvidas e se chegue a um acordo justo, que respeite o princípio da dignidade humana e a história dessas famílias ao longo dos 19 anos de legítima ocupação.

Casas construídas com muito suor e luta pelos camponeses na Ocupação no município de Miravânia, norte de Minas Gerais, injustamente despejados dia 09/7/2019. Uma fazenda de 3.600 hectares, que estava abandonada há décadas, em 2000 foi ocupada por 52 famílias que a 19 anos anos viviam na terra produzindo alimentos para o povo da cidade, inclusive. Só em 2019, a produção de farinha de mandioca chegou a 365 sacos de 60 quilos cada. Foto: Zilá de Matos.
*Filmagem e fotos de Zilá de Matos, da CPT-MG. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Apoio e divulgação: frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI.
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terça-feira, 9 de julho de 2019

Bênção Interreligiosa na 47ª Festa de São Pedro da Família Luiz Estevão ...



Bênção Interreligiosa na 47ª Festa de São Pedro da Família do Sr. Estevão no Assentamento Padre Jésus, em Espera Feliz, MG - 28/6/2019.

Em Espera Feliz, município da Zona da Mata de Minas Gerais, foi realizada, no dia 28 de junho/2019, a 47ª Festa de São Pedro da Família do Sr. Luiz Estêvão e Comunidade, celebrando também o 10º ano do Assentamento Padre Jésus e a conclusão da Caravana Quilombola. Muitas foram as atividades do dia. À noite, foi celebrada a Missa Quilombola, animada por Grupo Musical formado por Farinhada no violão, Geraldo na sanfona, Gabriel no tambor, entre outros artistas. Ao final da missa, uma linda bênção interreligiosa foi concedida aos participantes da celebração, numa mística espiritual, profética, humanizadora!

Mayô Pataxó e Hauley Valim, terapeuta de cura ancestral. Foto: frei Gilvander

*Filmagem de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Espera Feliz, MG, 28/6/2019.
* Inscreva-se no You Tube, no Canal Frei Gilvander Luta pela Terra e por Direitos, no link: https://www.youtube.com/user/fgilvander, acione o sininho, receba as notificações de envio de vídeos e assista a diversos vídeos de luta por direitos sociais. Se assistir e gostar, compartilhe. Sugerimos.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

"Minha querida Serro" - Poesia de Maria Aparecida contra mineração no Se...



"Minha querida Serro" - Poesia de Maria Aparecida C. Simões contra mineração no Serro, MG - 22/5/2019 - Vídeo 7.

Em Serro, MG, após participar de Audiência Pública realizada no dia 21/5/2019, pela Comissão de Direitos Humanos da ALGM, frei Gilvander teve a alegria de conversar com Maria Aparecida Cardoso Simões, no dia 22/5/2019, e registrar em vídeo linda poesia dessa moradora nascida em Serro, ativista na luta contra a mineração no município. O poema “Minha queida Serro” que brotou de dentro de Maria Aparecida na noite escura que se seguiu à reunião do CODEMA, dia 17/4/2019, que deliberou pró instalação da mineradora Herculano no município do Serro. Eis, abaixo, a poesia, recitada pela poetisa no vídeo. MINHA QUERIDA SERRO! Perdão, minha querida Serro. CODEMA fez o seu papel. (Qual é mesmo seu papel?) Ao final de cada dia, como sempre faço, assim registrei em meu diário: 17/04/2019. O dia amanheceu triste, chuvoso lamurioso. Eu, com um aperto no peito, ouvi bem próximo o canto da acauã, ave agourenta, com um presságio. Meu pai, o que será? Ao final do dia, lá na praça central, em frente à Prefeitura e à Câmara, ao ver o rosto de N. Sra. das Dores, com uma lágrima a rolar, ao ver seu filho sob a cruz, entendi. Hoje, você chora, minha querida Serro. Te apunhalaram pelas costas. Eu sei, justo numa quarta-feira das dores. Assim como Jesus pressentiu a traição e chorou. Terra querida … rasgarão tuas entranhas, te farão sangrar. Justo você, minha querida Serro, tão doce e hospitaleira. A quantos você acolheu. Quantos aqui fincaram raízes, cresceram, floresceram e produziram frutos! Houve comemoração, risos fartos, mas só quem é apaixonado por ti, mãe, chorou. Obrigada, minha querida Serro, por me ensinar a amá-la, por ensinar minha família a amá-la tanto. A biologia nos ensina sobre os biomas, os ecossistemas, a fauna, a flora e as águas. Ah! As águas. … Mas é preciso ter sensibilidade, para perceber que há magia em tudo isso. E ser muito grato a você, meu Pai, por esses regatos a cantarolar, essas cachoeiras a lavar a alma, esse verde e esses lagos que produzem a bruma fresca da madrugada. Obrigada, minha querida Serro. Eu me reverencio a você, mãe terra, e imploro seu perdão, pois não fomos fortes o bastante para lhe defender. Obrigada, minha querida Serro, pois aqui nasci. Corri descalça por essas ladeiras a brincar. Um futuro triste se abre para mim. Como numa sexta-feira da paixão, quando Jesus foi traído, crucificado e morto pela humanidade. Dá-nos forças para continuar a lutar por ti. Muitos que não te amam, após colherem os frutos, arrancarem suas riquezas, alçarão voo. mas haverá o tempo em que diante de ti, meu Pai celestial, prestarão contas. Ai de ti! Hoje aprendi: acauã não é ave agourenta. Seu canto triste é o choro de um triste presságio.

Foto: Divulgação / Rede Virtual


*Filmagem de frei Gilvander, da CPT, das CEBs e do CEBI. Edição de Nádia Oliveira, colaboradora da CPT-MG. Serro, MG, 22/5/2019.
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