domingo, 10 de agosto de 2014

sábado, 9 de agosto de 2014

Cel. Ricardo Machado, da PM/MG, anuncia despejos das Ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória, na região do Isidoro, em Belo Horizonte e Santa Luzia, despejos de surpresa e sem nenhuma alternativa digna. Isso é inadmissível! BH, 07/08/2014.



Cel. Ricardo Machado, da PM/MG, anuncia despejos das Ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória, na região do Isidoro, em Belo Horizonte e Santa Luzia, despejos de surpresa e sem nenhuma alternativa digna. Isso é inadmissível! BH, 07/08/2014.


Mais dois pequenos vídeos sobre as Ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória, na Região do Isidoro, em Belo Horizonte e Santa Luzia, MG, cerca de 8 mil famílias na iminência de serem despejadas.



Mais dois pequenos vídeos sobre as Ocupações Rosa Leão, Esperança e Vitória, na Região do Isidoro, em Belo Horizonte e Santa Luzia, MG, cerca de 8 mil famílias na iminência de serem despejadas.
Uma injustiça que clama aos céus. Assista aos 2 pequenos vídeos no links, abaixo, divulgue ao máximo e se comprometa com a causa dos pobres que luta aguerridamente para conquistar moradia própria e digna.

1)  Estado anuncia despejo das Ocupações do Isidoro.

2)  Ocupações.

Ofício à Presidenta do Conselho Tutelar da Região Norte de Belo Horizonte, MG.

Ofício à Presidenta do Conselho Tutelar da Região Norte de Belo Horizonte, MG.
Belo Horizonte, MG, Brasil, 08 de agosto de 2014.

Prezada Ana Paula Santos,
Presidente do Conselho Tutelar Norte,

A Polícia Militar de Minas Gerais informou em reunião ontem , dia 07/08/2014, no 13 Batalhão, que está pronta para realizar a remoção forçada de 8000 famílias das ocupações do Isidoro. E que o cadastro das famílias, transporte e sua realocação estão por conta da Prefeitura de Belo Horizonte.
Como membro da Comissão de Conflitos Fundiários do Conselho Estadual de Direitos Humanos- CONEDH acompanhei todas as reuniões e tenho certeza que a Prefeitura de Belo Horizonte não sabe quem ali se encontra, nem as pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos, deficientes. Fez um cadastro pífio meses atrás que não contempla nem metade dos ocupantes.
Eu estive em São José dos Campos em Janeiro de 2012 no despejo do Pinheirinho e vi o sofrimento das crianças e adolescentes por saírem forçadamente de suas casas e serem abrigadas em galpões improvisados, Igrejas, etc. E nessa situação atual há um grave risco de morte no caso de confronto, de serem atingidas, pisoteadas, de perderem de seus pais...
Para garantia da vida e de direitos fundamentais dessas muitas crianças, peço ao Conselho Tutelar Norte que oficie a PMMG para que espere as deliberações da mesa de negociação aberta pelo Presidente do Tribunal de Justiça antes do cumprimento da reintegração de posse (1), e que oficie a P.B.H. para que realize novo cadastro das famílias e informe com antecedência quantas crianças estão ali presentes, e onde as famílias serão abrigadas.


Certo do atendimento agradeço,
Bruno Cardoso
Comissão de Conflitos Fundiários do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CONEDH).

CRESS-MG lança Nota de Apoio às Ocupações do Isidoro, em BH, na iminência de ser despejadas.



CRESS-MG lança Nota de Apoio às Ocupações do Isidoro, em BH, na iminência de ser despejadas.
NOTA DE APOIO ÀS OCUPAÇÕES DO ISIDORO

O Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais, entendendo que deve defender de forma intransigente os artigos fundamentais do Código de Ética profissional, vem a público manifestar apoio às oito mil famílias das ocupações Vitória, Rosa Leão e Esperança, localizadas na região do Isidoro, região metropolitana de Belo Horizonte. As referidas ocupações encontram-se com ordem de despejo determinada judicialmente, conforme comunicado oficial do Estado de Minas Gerais, e posteriores veiculações na mídia.
Estas ocupações existem há cerca de um ano e têm o apoio de várias instituições, universidades públicas e privadas e movimentos sociais, como as Brigadas Populares, a Comissão Pastoral da Terra Minas Gerais e o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas. Hoje as comunidades possuem planejamento urbanístico e formas de participação popular através de espaços democráticos de decisões. Estas ações demonstram que é possível lutar por um espaço urbano que garanta a organização social e os direitos fundamentais.
O CRESS-MG vem acompanhando, através de reuniões, o processo jurídico referente às ocupações do Isidoro. No dia 24 de julho, aconteceu uma reunião onde estavam presentes o CRESS-MG, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Ministério Público, SEDS, URBEL, Polícia Militar, Universidades e Movimentos Sociais. O Ministério Público apresentou as inconsistências jurídicas que envolvem o conflito, afirmando que nunca teve vistas das ações de reintegração de posse que correm em desfavor das comunidades e informou que ajuizou Ação Civil Pública devido à ausência de substrato jurídico sólido que justifique um despejo forçado. Ressaltando inclusive o fato de não ter sido realizada, até o momento, perícia para que se definam os limites da área objeto de reintegração de posse.
Foram deliberados como encaminhamentos a continuidade do diagnóstico social que já vinha sendo realizado pelo Serviço Social do Centro Universitário UNA, através do projeto de extensão “Ocupando Direitos” e agendada nova reunião de continuidade da negociação para o mês de setembro de 2014, inclusive com a devolutiva do relatório do diagnóstico social. Entretanto, em reunião oficial realizada no dia 07 de agosto foi informado pelo 13º batalhão da Polícia Militar de Belo Horizonte que o despejo das 8 mil família irá ocorrer nos próximos 15 dias, descumprindo assim o acordo realizado de se ter uma nova reunião no mês de setembro.
É importante ressaltar que o conflito atual vivido pelas ocupações do Isidoro não é um problema restrito a esta ocupação. No Estado de Minas Gerais existe um déficit habitacional expressivo. Em contrapartida existem inúmeros terrenos que não cumprem sua função social, conforme preconizado na Constituição de 88 e no Estatuto das Cidades, servindo assim à especulação imobiliária. Despejos de tamanha envergadura, como o que está determinado nas ocupações do Isidoro, não devem ser realizados sem que se esgotem todas as possibilidades de conciliação e que se apresentem alternativa digna de moradia. O CRESS reafirma a importância deste e de outros conflitos sociais, que evidenciam as contradições de classe determinadas historicamente, serem enfrentados na perspectiva da garantia aos direitos fundamentais e não da forma repressiva com que o Estado os tem tratado.
Entendendo que a categoria deve estar comprometida com os setores populares e com a defesa dos direitos humanos, o Conselho conclama os profissionais a apoiarem esta luta social em defesa da universalização de acesso a bens e serviços com vistas à construção de uma sociedade justa e igualitária, conforme o projeto ético político da profissão.

Belo Horizonte, 8 de agosto de 2014.

Conselho Regional de Serviço Social de Minas Gerais (CRESS-MG)
Gestão Seguindo na Luta - Pelo fortalecimento da categoria em defesa do projeto Ético-Político (2014-2017)

Obs.: Essa Nota Pública foi publicada originalmente no seguinte endereço: