Cautelar
do Ministério Público exigindo Decisão judicial que obrigasse a PM a deixar
alimentação entrar para o povo das Ocupações que ocupava a AGE e a URBEL, em
Belo Horizonte, dias 2, 3 e 04/2014.
Gilvander é frei e padre da Ordem dos carmelitas, Doutor em Educação pela FAE/UFMG; bacharel e licenciado em Filosofia pela UFPR, bacharel em Teologia pelo ITESP/SP, mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, Itália; assessor da CPT, CEBI, SAB e Ocupações Urbanas, em Minas Gerais.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Decisão judicial, em fase de Liminar, obrigando a Polícia de MG a deixar entrar alimentação para cerca de 150 pessoas das Ocupações de Belo Horizonte e RMBH que ocupavam a sede da AGE e a sede da URBEL/PBH, dias 2, 3 e 4/07/2014.
Decisão
judicial, em fase de Liminar, obrigando a Polícia de MG a deixar entrar
alimentação para cerca de 150 pessoas das Ocupações de Belo Horizonte e RMBH
que ocupavam a sede da AGE e a sede da URBEL/PBH, dias 2, 3 e 4/07/2014.
As
150 pessoas das ocupações de Belo Horizonte, que ocuparam a sede da Advocacia
Geral do Estado de MG e a sede da URBEL/PBH dias 2, 3 e 4/07/2014, passaram
muita fome, pois autoridades e a polícia não deixaram entrar alimentação. Somente
após quase 48 horas conquistamos uma decisão judicial que garantia a entrada de
alimentação para as pessoas que ocupavam a AGE e a URBEL, na luta por moradia
própria e digna. Negar alimento a quem luta de forma justa por um justo
direito, que é o de morar com dignidade, é horripilante, uma injustiça que
clama aos céus.
Cf.
no link, abaixo, a íntegra da decisão judicial, conquistada pelo Conselho
Tutelar da Criança e do adolescente e pelo Ministério Pública da área infância
e da adolescência.
Prefeito de Belo Horizonte continua intransigente com as Ocupações urbanas, ignora e discrimina milhares de famílias que não toleram mais a cruz do aluguel e, por isso, partiram para ocupações para construírem na luta coletiva e na raça moradia própria e digna.
Prefeito de Belo Horizonte
continua intransigente com as Ocupações urbanas, ignora e discrimina milhares
de famílias que não toleram mais a cruz do aluguel e, por isso, partiram para
ocupações para construírem na luta coletiva e na raça moradia própria e digna.
Dias 2, 3 e 4 de julho de
2014, cerca de 120 pessoas de 09 Ocupações urbanas de Belo Horizonte, MG,
ocuparam a sede da URBEL (Companhia de Urbanização da Prefeitura de Belo
Horizonte), à Av. do Contorno, esq. com Rua da Bahia, na capital mineira. A PBH/URBEL
requereu judicialmente reintegração de posse do prédio, antes de ir negociar
com o povo que ocupava o prédio. Mas o pedido de reintegração caiu nas mãos de
um juiz sensato, Dr. Magid Nauef Láuar, da 1ª Vara Fazenda Pública Municipal, que foi à sede da
URBEL ocupada por dois dias consecutivos e fez três reuniões com as lideranças
das Ocupações presentes na URBEL ocupada, em um total de 11 horas de escuta e
de diálogo, de Audiência de tentativa de Conciliação. Somente na 2ª reunião, na
tarde do dia 03/07/2014, o presidente da URBEL, participou, mas diante das
reivindicações e dos clamores de milhares de pessoas das ocupações, ali
representados por dezenas de lideranças, se limitou a repetir: “Isso não
assumo.” “Isso não é competência da URBEL.” “Não ligo para outros secretários.
Não ligo para o prefeito.” Se esquivou de qualquer compromisso. As promotoras
do Ministério Público da área de Direitos Humanos, Dra. Cláudia Amaral e Dra.
Janaína, e o defensor público da DPE/MG da área de Direitos Humanos, Dr. Ayrton,
defendiam com ardor a causa dos pobres pisados pelo Estado, pela municipalidade.
O juiz se esforçou para chegar em uma conciliação, mas a prefeitura, ali
representada pelo presidente da URBEL, certamente já com ordens do prefeito
Márcio Lacerda (PSB) para não ceder em nada, se manteve intransigente. Assim a
Ocupação teve que continuar por mais um dia, enquanto o povo passava fome,
inclusive cerca de 30 crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde. Eis,
em pdf, no link, abaixo, a Ata da Reunião que atesta a postura intransigente,
fria, insensata, injusta e inconstitucional do prefeito de BH e da PBH.
Detalhe: Na Ata consta que pedimos que fosse liberada a entrada de alimentação
para o povo. O juiz Dr. Magid deliberou, mas a polícia continuou proibindo a
entrada da alimentação, só deixando a alimentação entrar às 22:40h, depois que
as cerca de 120 pessoas, inclusive 30 crianças, já tinham passado fome o dia
inteiro. Cf. o teor da Ata no link, abaixo.
Abraço na luta. Frei Gilvander Moreira.
Ocupação Vitória, em BH: Isabela Gonçalves e Orlando, das Brigadas Populares, animam o povo na luta por moradia. BH, 06/07/2014.
Ocupação Vitória, em BH: Isabela Gonçalves e Orlando, das
Brigadas Populares, animam o povo na luta por moradia. BH, 06/07/2014.
Ocupação Vitória, em BH, com 4.500 famílias: “Vagabundo, não, seu guarda. Somos trabalhadores sem-casa na luta por moradia.” BH, 06/07/2014.
Ocupação Vitória, em BH, com 4.500 famílias: “Vagabundo, não,
seu guarda. Somos trabalhadores sem-casa na luta por moradia.” BH, 06/07/2014.
ABAC (Associação Arinense de apoio às pessoas com câncer): Frei Gilvander entrevista Resende, vice-presidente da ABAC. Arinos, MG, 11/07/2014.
ABAC (Associação Arinense de apoio às pessoas com câncer): Frei
Gilvander entrevista Resende, vice-presidente da ABAC. Arinos, MG, 11/07/2014.
Pretinha da sanfona, de Arinos, MG: Zilma Alves de Brito, na sanfona, é forro do bom. Arinos, MG, 11/07/2014.
Pretinha da sanfona, de Arinos, MG: Zilma Alves de Brito, na
sanfona, é forro do bom. Arinos, MG, 11/07/2014.
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